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Jornal da Manhã


14/02/2006 - O que o filósofo grego Aristóteles, o mestre da literatura Machado de Assis e o pai da medicina Hipócrates tinham em comum? Sofriam com a gagueira, um distúrbio da fluência da fala. Muitas vezes, a gagueira é acompanhada de outros sinais como tensão, piscar de olhos, mãos apertadas e suor frio.

Entre os tipos mais comuns estão o bloqueio dos fonemas, a repetição de um determinado som, seu prolongamento e ainda a repetição de sílabas. Não há uma causa científica comprovada para o problema, mas vários estudos mostram que a gagueira pode estar ligada ao cromossomo Y e, por isso, a incidência é de três homens para cada mulher que apresentam o sintoma.

Outras teorias indicam que a gagueira ocorre numa relação de parentesco de segundo ou terceiro graus (tios ou avós). Além do fator genético, aspectos como traumas emocionais ou comprometimentos neurológicos podem desencadear o processo. O acompanhamento dos casos por um fonoaudiólogo pode amenizar e, em alguns casos, até corrigir os desvios.

Para alguns, a gagueira até ajuda, como é o caso do personagem de Marcelo Médici em Belíssima. Ele vai conquistar o amor da personagem Dagmar, vivida pela atriz Sheron Menezes. Acho a gagueira dele um charme, confessa Dag à amiga Mônica (Camila Pitanga). Gracinhas à parte, este é um problema que pode ser controlado. Por isso, ao primeiro desconforto, a pessoa deve procurar o médico de sua confiança.

Presidente de entidade faz alerta sobre gagueira

Jornal da Manhã

17/02/2006 - A presidente da Associação Brasileira de Gagueira, Sandra Merlo, em contato com o Jornal da Manhã, faz três comentários a respeito da matéria Gagueira atinge mais homens e é seguida por outros sinais, publicada pelo JM, no dia 14 deste mês. Primeiro, que a gagueira não pode estar ligada ao cromossomo Y, porque, se fosse assim, as mulheres nunca gaguejariam.

Existem, de acordo com Sandra, três hipóteses que tentam explicar por que as mulheres são menos afetadas: a gagueira estaria ligada ao cromossomo X; as mulheres necessitariam de um maior número de genes para gaguejar; as mulheres sofrem menor pressão social para alto desempenho.

Sandra ressalta que não se pode dizer que a gagueira ajude em alguns casos, mas apenas que ela talvez não atrapalhe. Alerta que o profissional mais indicado para tratar casos de gagueira é o fonoaudiólogo especializado em gagueira (e não qualquer fonoaudiólogo ou o médico de confiança, como referido na matéria).

   
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