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Tema da campanha 2009: GAGUEIRA NA ESCOLA


REALIZAÇÃO
CEFAC - Saúde e Educação
HSPE - Hospital do Servidor Público Estadual
IBF - Instituto Brasileiro de Fluência
FM-UFRJ - Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro
CFFa - Conselho Federal de Fonoaudiologia


COMISSÃO ORGANIZADORA NACIONAL
Ignês Maia Ribeiro (CEFAC e IBF)
Eliana Maria Nigro Rocha (HSPE e IBF)
Sandra Merlo (IBF)
Leila Nagib (UFRJ, IBF e CFFa)


PARCERIA INTERNACIONAL
CPAL - Centro Peruano de Audición, Lenguaje y Aprendizaje (Escuela de Estudios Superiores)


COMISSÃO ORGANIZADORA INTERNACIONAL
Marcela Sandoval (CPAL - Coordinadora de Maestría)
Carmen Murata (CPAL - Coordinadora de Educación Continua)
Maria de Fátima Dantas (CPAL)
Cecilia Ching Unjan (CPAL)
Monica Paredes (CPAL)

- Ações realizadas no Peru.


PATROCÍNIO
Rede Globo de Televisão


COMERCIAL DA CAMPANHA

O comercial da campanha será veiculado pela Rede Globo, em rede nacional de televisão, no período de 8 a 22 de outubro de 2009.


AO PROFESSOR:

Você já deve ter tido em sua sala de aula um aluno que gagueja. Afinal, dados de pesquisas informam que 4% das crianças gaguejam em algum momento, sendo que 1% desenvolve gagueira crônica. Assim, no Brasil, há quase 10 milhões de crianças que já gaguejaram e quase 2 milhões com gagueira crônica.

Caso você já tenha alguns anos de magistério e lhe pareça que nenhum de seus alunos gaguejava, pense naqueles que nunca queriam ler para a classe, nem responder questões, que demoravam para dizer presente durante as chamadas (ou que respondiam com um sim, com um aqui, ou com algum som indefinido), que diziam não sei sem tentar responder às perguntas formuladas. Alguns deles provavelmente gaguejavam, e seus comportamentos eram uma tentativa de evitar demonstrar a gagueira e não timidez.

Cientes da importância ímpar que o professor tem e da sua capacidade de divulgar não apenas idéias, mas principalmente modos de conduta, o consideramos uma pessoa essencial na tarefa de modificar a falta de conhecimento e o preconceito que envolve a gagueira e as pessoas que gaguejam.

O que fazer quando uma pessoa está gaguejando?

Ouvir! Escutar o que ela está dizendo e não se fixar tanto no modo como ela está falando. Dar a ela o tempo que ela necessita para se comunicar. Evite completar as palavras por ela, mantenha-se tranquilo e receptivo, demonstre sua atenção com pequenas colocações que denotem o seu entendimento. De preferência, fale um pouco mais devagar e aguarde a pessoa terminar sua fala antes de iniciar a sua, (como geralmente fazemos nas conversações).

A atitude madura e acolhedora do professor é o primeiro passo. É preciso conhecer e respeitar as dificuldades específicas do aluno, sem por isto lhe dar um tratamento que o coloque em uma posição de destaque negativo ou que o faça se sentir incapacitado.

Se perceber que existe aceitabilidade, procure dizer a este seu aluno, em uma conversa particular, que você percebe que ele tem alguma dificuldade para falar em alguns momentos, e que você gostaria de ajudá-lo do modo que for melhor para ele.

Quando parte da classe rejeita ou menospreza o aluno que gagueja, a atuação adequada do professor já é um ótimo modelo, mas se ele estiver sendo alvo de desrespeito dos demais alunos, apresente uma aula geral sobre as diferenças individuais e enfatize o necessário respeito a elas. Se um aluno em especial se destaca no papel de desrespeito ao aluno que gagueja, converse com ele em particular. Diga a ele o que está percebendo e peça sua colaboração para ajudar a facilitar o convívio do aluno que gagueja.

Quanto mais cedo for realizado o encaminhamento para um fonoaudiólogo especializado em gagueira, maiores serão as possibilidades de recuperação. Mas, se este encaminhamento não ocorreu em tempo, sempre há o que fazer: o adolescente e o adulto também têm grandes ganhos com a terapia. Mesmo que as pessoas não atinjam uma fluência ampla, sua comunicação pode ser muito aprimorada permitindo que tenham uma vida plena e satisfatória.


BIBLIOGRAFIA

  • Livreto Gagueira: conversa com professores
    Veja livreto com orientações específicas para professores de alunos com gagueira.

     

  • Estudo britânico sobre a escolarização de crianças com gagueira (arquivo PDF com 140 páginas): Bercow Report.

     

  • Reportagem do jornal britânico The Guardian sobre a escolarização de crianças com gagueira:

  • Vídeos com legendas em português:


    Gagueira nas escolas: depoimentos de alunos


    Gagueira nas escolas: bullying


    Gagueira nas escolas: trabalhando o tema em sala de aula


    Gagueira nas escolas: o exemplo britânico

     

  • Download gratuito do livro Autocuidado para pessoas com gagueira, escrito por Malcolm Fraser. Tradução realizada pela fonoaudióloga Rina Tereza dAngelo Nunes, com revisão técnica da fonoaudióloga Sandra Merlo.
    (Clique na frase Translation of Self-Therapy for the Stutterer).


MATERIAL PUBLICITÁRIO

- Folder 2009: arquivo JPG em baixa resolução (apenas para visualização)

- Folder 2009: arquivo PDF em alta resolução (3130 KB)

- Folder 2009: arquivo INDD em alta resolução (2392 KB)

- Camiseta: arquivo em alta resolução (82 KB)


PELO MUNDO

  • Tema da conferência online mundial em 2009: STUTTERING: More Than a Tangled Tongue (GAGUEIRA: mais que uma língua enrolada).

    A conferência será entre 1 e 22 de outubro de 2009, sob responsabilidade da fonoaudióloga Judy Kuster.

    A conferência terá artigos escritos por profissionais e por pessoas que gaguejam de todo o mundo. Os participantes podem interagir com os apresentadores durante o período em que a conferência estiver aberta.

    Na conferência deste ano, o Brasil será novamente representado por Sandra Merlo (fonoaudióloga e pessoa que gagueja), com o artigo Stuttering: threat or challenge?.

   
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